domingo, 15 de junho de 2008

ROBÔS UTILIZADOS EM CIRURGIAS ADQUIREM SENSIBILIDADE AO TOQUE

Texto I (original)


Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, estão trabalhando para superar uma limitação apresentada por robôs utilizados em cirurgias: a falta de sensação do tato. Apesar de auxiliar no condução de procedimentos mais precisos, aumentando o alcance das operações minimamente invasivas, estes computadores ainda não possuem esse importante aspecto. Os pesquisadores buscam compreender as forças do robô que interagem com o paciente, para poderem igualar a força aplicada com a pretendida pelo cirurgião.

"Nós queremos que o médico sinta como se ele estivesse operando diretamente o paciente, sem a mediação do robô", conta Allison Okamura, líder da pesquisa e professor associado de engenharia mecânica na universidade.

São usadas duas técnicas diferentes para incorporar a resposta ao tato: um sensor físico que determina quanta força esta sendo aplicada, e um computador que estima as forças entre o paciente e o robô. Toda essa informação é transmitida aos sistemas do aparelho e aplicada ao controle que o cirurgião usa. As técnicas estão sendo analisadas para determinar qual é mais precisa e viável, fazendo com que o médico sinta em seus dedos a real pressão que esta exercendo no paciente.

"É sempre bom ser capaz de sentir o que você está fazendo, a tensão do tecido e a força durante a manipulação de uma sutura", diz Domenico Svatta, chefe de cirurgia minimamente invasiva e de urologia robótica no Centro Médico Neware Beth, em Israel. “A sensibilidade do tato tornaria mais fácil aprender a cirurgia robótica, operar coisas que são bastante delicadas, e seria uma grande vantagem tê-la no sistema".

Normalmente, esses sistemas operam em modelos tridimensionais que mostram ao cirurgião como o tecido está, para que eles possam estimar a força a ser aplicada. A única verdadeira resistência que eles encontram é quando o sistema encontra um objeto imóvel, como um osso, ou se a força é tão forte no tecido ou sutura que eles não irão se mover naturalmente.

Engenheiros do Centro para Cirurgias Avançadas e Intervenções Tecnológicas (Casit, na sigla em inglês) estão desenvolvendo um sistema sensível ao tato para robôs-cirurgiões em geral. “O sistema atua com sensores que medem a forca aplicada no tecido e a traduzem como pressão para o joystick que está na mão do cirurgião" , explica Martin Culjat, diretor do Casit. Apesar disso, essas tecnologias ainda precisam de muitos anos de pesquisa antes de estarem prontas para sistemas comerciais.

2 comentários:

Ariane e Lizya disse...

Interessante o seu texto, fala sobre um assunto bem original e curioso,bastante interessante o fato de robos acabarem adqirindo sensibilidade ao toque, um caracterisca humana prova que os robos estao realmente cada vez mais parecidos com a humanidade, e que a cada dia.

Anônimo disse...

Meninas! adorei! ;)
é ótimo ver todo esse desenvolvimento hoje em dia, apesar de que eu ache que mais tarde ainda aparecerá muitos conflitos...
Beeijos! =**